Alexander Andrade, Advogado

Alexander Andrade

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Comentários

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Alexander Andrade, Advogado
Alexander Andrade
Comentário · há 12 anos
Caro Ricardo, agradeço por seu bem escrito comentário. Refuto suas conclusões quanto ao texto e à mim, mas valorizo as premissas de onde partiu. A propósito, refutar suas conclusões não significa, em absoluto, tentar impedi-lo de dizê-las. Ao contrário, penso que este debate é fundamental para a construção de um pensamento, seja para convencê-lo do meu ponto de vista, seja para você me convencer do seu. Não se trata aqui de uma competição filosófica ou de embate retórico, embora eu admire seu comentário provocador. Curioso é que você alega que o que vem ao caso aqui é a liberdade de consciência e expressão, mas tenta deslegitimar meu raciocínio me aproximando daquilo que critico: a intolerância e o ódio. Como se o que digo não tivesse valor porque, segundo você afirma, desprezo a Igreja Católica e a liberdade religiosa. A minha voz é uma dessas que, “a priori”, não deve ser ouvida? Sinto que seu bem montado silogismo possua conclusão falaciosa. Não sou contra religiões ou religiosos e jamais poderia porque também sou católico (embora creia que isto não interesse ao que tenho a dizer). Minha crítica é ao uso por radicais de discursos (aí sim) sofísticos para, com isso, incutir conceitos inquebráveis de bom e mau, de certo e errado. O que pretendo é o respeito às diferenças e a razoabilidade nas ações humanas. Quem se levantar para criticar, que possa também ser criticado, assim como você fez, sem que isto deva obrigatoriamente significar que um de nós está certo e que o outro merece ser execrado. A propósito, considero louvável qualquer manifestação pública de doutrina religiosa. Minha intolerância se dirige apenas aos radicais (religiosos ou não) que subjugam e segregam quem professa diferente.
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Ricardo Feitosa Vasconcelos
Comentário · há 12 anos
A intolerância pode ser uma via de mão dupla. No caso do artigo acima, significa uma tentativa política de subtrair a legitimidade de um discurso de fundo dogmático-religioso. Ou seja, o "outro" não pode se manifestar (é censurado socialmente) porque alguém decreta que a sua voz, "a priori", não deve ser ouvida. Aliás, a esquerda brasileira deslegitima e tacha de fascista qualquer pessoa que discorde do que ela diz. A passagem do artigo que afirma "[...] refutar suas ideias [de Ives Gandra] sem, obviamente, tentar associá-lo à violência religiosa [...]" é sofisma, pois o próprio contexto realiza essa aproximação. Veja-se mais adiante: "[...] pessoas esclarecidas são seduzidas pelo discurso fácil do ódio [...]". Tentando associar uma serenidade aparente a um suposto ódio subjacente. Mas, pelo que eu vi, ninguém está odiando, está falando do conceito tradicional de família. Quem "levantou a lebre" do ódio foi o articulista. Tachar o discurso divergente de "discurso de ódio" é uma estratégia de deslegitimação política. Nas entrelinhas do artigo, vê-se que o articulista odeia ou despreza a Igreja Católica, ou seja, tem "intolerância" a ela. Isso é um direito dele, mas poderia fazer o favor de dizer isso mais claramente. Mais importante que isso, no entanto, é que pela lógica dele, a manifestação pública de doutrina religiosa seria, por si só, um ato de intolerância (e não a manifestação de um ponto de vista), devendo talvez ficar confinada aos recintos dos templos (enquanto for permitida a sua existência). Por fim, observo que o meu ponto de vista sobre a "união homoafetiva" não é o de Ives Gandra, expresso acima, mas isso não vem ao caso aqui; o que vem ao caso é a liberdade de consciência e de expressão.
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